"Ninguém educa ninguém. ninguem educa
a si mesmo, os homens se educam entre si,
mediatizadas pelo mundo."
Paulo Freire

09/02/2018 12:33 - Dia de lutas com manifestações contra a Reforma da Previdência

Em 2017, a FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), juntamente com os movimentos sociais e entidades sindicais, nos unimos para  impedir a votação da Reforma da Previdência com a histórica greve geral de 28 de abril. Foi o recado dado pela classe trabalhadora ao governo golpista de que a sociedade brasileira não aceita a reforma porque ela significa o fim da aposentadoria.

"Fizemos grandes enfrentamentos contra o golpe e a defesa da democracia, porque sabíamos que o golpe significava a retirada de direitos dos trabalhadores (as). Mas, mesmo com muita luta, o golpe aconteceu.  Em 2017 fizemos grandes mobilizações e lutas contra a terceirização, a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência. Conseguimos com muita pressão fazer os Deputados e Senadores recuarem. Não aprovaram a Reforma da Previdência porque conseguimos mostrar para a população que a Reforma da Previdência significaria o fim da aposentadoria.  Agora, passado um tempo... tentando “dourar a pílula da reforma” eles tentam votar novamente", disse a Vice-Presidenta da FETEMS, Sueli Veiga.

No entanto, o governo usurpador não desistiu da proposta e anunciou a decisão de colocar reforma da Previdência (PEC 287/16) em votação  ainda neste mês de fevereiro. A discussão do projeto será iniciada no próximo dia 19 e sua votação no Plenário da Câmara dos Deputados está prevista para até o dia 28 de fevereiro.

"Para derrotar o governo golpista, é preciso paralisar os locais de trabalho,   fazer atos e manifestações, ocupando ruas e praças, e pressionar os parlamentares em suas bases eleitorais. O que está em risco não é só o fim da aposentadoria, mas o aprofundamento do Estado de exceção. Em outras palavras, é o futuro do País que está em jogo. O resultado desta batalha decisiva dependerá do envolvimento de cada um e cada uma, da disposição de luta de todos/as", enfatiza a Vice-Presidenta da FETEMS, Sueli Veiga.

Mantivemos nossas bases em estado de alerta e de mobilização ao longo dos meses seguintes, pressionando os parlamentares em suas bases eleitorais, e conseguimos que a votação fosse adiada para 2018.

"É fundamental ampliarmos o debate com os/as trabalhadores/as, mostrando os riscos contidos na proposta de reforma da Previdência do governo golpista: o fim da aposentadoria. Mostrar a relação existente entre a agenda neoliberal do governo Temer (reformas contrárias aos interesses populares) e a candidatura de Lula (compromisso de convocar referendum para anular as medidas impopulares do atual governo).  A única coisa que pode fazer Temer, os Deputados, os Planos de Previdência Privados e o empresariado nacional recuarem é o desgaste falando e esclarecendo os malefícios da reforma! Precisamos de força e coragem para mais uma grande luta no dia 19 de fevereiro como mobilização em cada local de trabalho, em cada escola, no comércio, nas ruas... onde estivermos! Na luta, sempre!", finaliza a Vice-Presidenta da FETEMS, Sueli Veiga.

Assessoria com Informações da CUT Nacional