"Ninguém educa ninguém. ninguem educa
a si mesmo, os homens se educam entre si,
mediatizadas pelo mundo."
Paulo Freire

01/09/2020 15:16 - FETEMS participa da organização do Dia D do 26º Grito dos Excluídos, que será realizado dia 07 de setembro

No dia 07 de setembro, será realizada uma das principais mobilizações social, onde a FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), entidades sindicais, movimentos sociais, Frentes, Fóruns e movimentos populares do Brasil participarão de ações do 26º Grito dos Excluídos. 
Neste dia 7 de setembro, eventos e iniciativas nas redes sociais marcam o primeiro Dia D do Grito produzindo materiais de comunicação para divulgar e subsidiar os debates em torno do tema, lema, objetivos e eixos do 26º Grito.
Neste ano, o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar” é proposto junto com exigência: “Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! Queremos TERRA, TRABALHO, TETO e PARTICIPAÇÃO!”.
“Diante dos desmontes de direitos da classe trabalhadora e ao aumento da repressão do Estado contra as populações mais pobres, este ano o tema do 26º Grito dos Excluídos é: Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação! Temos que estar todos e todas mobilizados(as) no dia 07 de setembro nas redes sociais dando o Grito contra o ódio, a violência e ao desemprego. Todos juntos na mobilização no dia 07 de setembro!”, disse o Presidente da FETEMS, Professor Jaime Teixeira.
A coordenação informa que, no processo de construção do 26º Grito, muitas ações já estão sendo feitas, sejam virtuais ou presenciais, como as campanhas de solidariedade junto às comunidades e populações que mais sofrem com o impacto da pandemia e suas consequências sociais. Outras ações estão sendo pensadas, como a produção de lives, programas de rádio, vídeos, podcast, roteiro de celebração, spots para a divulgação do tema e lema do Grito.


COMO SURGIU? COMO SE CONSTRÓI?
A proposta do Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, com o lema: A fraternidade e os excluídos.
Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro para a realização do Grito dos/as Excluídos/as estão a de fazer um contraponto ao Grito da Independência. O primeiro Grito dos Excluídos/as foi realizado em 7 de setembro de 1995, tendo como lema A vida em primeiro lugar, e ecoou em 170 localidades.
A partir de 1996, o Grito foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua Assembleia Geral, como parte do PRNM (Projeto Rumo ao Novo Milênio - doc. 56 nº 129). A cada ano, se efetiva como uma imensa construção coletiva, antes, durante e após o Sete de Setembro.
Mais do que uma articulação, o Grito é um processo, é uma manifestação popular carregada de simbolismo, que integra pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. Ele brota do chão, é ecumênico e vivido na prática das lutas populares por direitos.
A proposta não só questiona os padrões de independência do povo brasileiro, mas ajuda na reflexão para um Brasil que se quer cada vez melhor e mais justo para todos os cidadãos e cidadãs. Assim, é um espaço aberto para denúncias sobre as mais variadas formas de exclusão.

 

Assessoria