A onda conservadora avança a passos largos

Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, na noite desta quarta-feira (9), demorei para acreditar que isso de fato era verdade, mais é, assim como o golpe a democracia brasileira também é, verdades essas que doem na alma dos que lutam por um mundo mais justo, solidário e igual. 
Trump foi eleito com um discurso protecionista, que é a teoria que propõe um conjunto de medidas econômicas que favorecem as atividades econômicas internas em detrimento da concorrência estrangeira, pois bem, com isso ele ganhou boa parcela da sociedade americana. Lembrando que os EUA é considerado um dos países com maior índice de xenofobia (medo, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros).
Na sua campanha os “demônios” da sociedade americana se soltaram, tudo que tem de ruim foi aflorado e a primeira economia mundial elegeu um oportunista, que possui sérios problemas com o fisco do seu país e que tem apoio dos grupos mais reacionários como a Tea Party (ala radical do Partido Republicano dos Estados Unidos extremamente conservadora e direitista), Klu Klux Klan (nem precisa explicar, porque dói na alma só as lembranças que a história nos traz sobre o que eles fizeram com os negros americanos), milícias armadas e todo um agrupamento que visa a supremacia branca e elitizada. 
O presidente eleito dos Estados Unidos ganhou fazendo discurso misógino, racista, preconceituoso, conservador, anti mexicano, anti latino-americano, homofóbico e portanto só podemos esperar o que? Muito sofrimento para os mais de 55 milhões de latino-americanos e 51 milhões de afroamericanos que lá residem. Além é claro das feministas, dos LGBT’s, entre outros. 
Em termos mundiais, ou especificamente, o que nós temos a ver com isso? É simples, como disse lá em cima, os EUA é a primeira economia mundial, e Trump fez propostas muito amplas e populistas, o efeito econômico dessas medidas podem ter impacto grande e gerar um caos na economia - principalmente porque ele é contrário ao livre comércio e se mostrou protecionista. Portanto sofreremos consequências negativas em nossa economia como a saída de capital, prejuízos para o comércio exterior e redução do crescimento econômico.
Estima-se que um milhão de brasileiros vivam nos EUA, boa parte em situação migratória irregular, portanto imaginem a onda de perseguição.
Por fim não vivemos em uma ilha isolada, a onda conservadora que bate aqui está batendo lá e sem dúvidas o cenário tende a piorar e muito no que tange a perseguição as minorias, a perda de direitos da classe trabalhadora e as guerras intermináveis pelas riquezas naturais e conquistas territoriais. 

Roberto Botareli - Presidente da FETEMS

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