"Ninguém educa ninguém. ninguem educa
a si mesmo, os homens se educam entre si,
mediatizadas pelo mundo."
Paulo Freire

25/06/2020 11:04 - Vice-Presidenta da FETEMS, Sueli Veiga fala sobre a Semana Nacional LGBTI+

“Sou uma defensora da livre orientação sexual, da livre identidade de gênero e de direitos iguais para todas as pessoas. Entendo que, todas as pessoas devem poder desfrutar de todos os seus direitos sem sofrer discriminação, preconceito e violência devido a sua orientação e identidade de gênero”.

“Para mim, o movimento LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex) é um movimento importante, reconhecido e que avançou muito nos últimos anos em pontos importantes, como no reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que casais homossexuais podem adotar filhos, que os travestis e transexuais podem fazer mudança de sexo sem ter de apresentar laudo médico que justifique a sua decisão, o reconhecimento da LGBTIfobia como crime. Mas, ainda existem pontos importantes que precisa avançar, por exemplo, a violência, onde, crimes contra pessoas LGBTI são permanentes e tratados como se não fossem. Um Relatório divulgado pelo Grupo Gay da Bahia informa que 329 pessoas LGBTI tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia, em 2019. Foram 297 homicídios e 32 suicídios. Isso equivale a 1 morte a cada 26 horas e, isso precisa mudar”.

“A escola é um espaço privilegiado para educar as crianças e jovens a respeito dos temas relacionados à igualdade de gêneros e à diversidade sexual (embora, na atual conjuntura, algumas pessoas entendam que não) e, é importante que a escola e os educadores (as) trabalhem esses temas, para que meninos e meninas cresçam com visão de igualdade entre todas as pessoas, isso ajuda a evitar que eles sejam futuros agressores ou que elas se submetam a situações de violência”.

“Entendo que todas as pessoas têm direito de amar e de escolher com quem quer dividir a vida, sem sofrer agressão, pressão, violência ou morte por isso. Os nossos sindicatos e a FETEMS apoiam o movimento e está junto na luta com as pessoas LGBTI, porque entende que tem o papel de contribuir para identificar e repensar tabus e preconceitos referentes à sexualidade, evitando comportamentos discriminatórios e intolerantes”, finaliza Sueli Veiga Melo, Vice-Presidenta da FETEMS.

Assessoria