{"id":12811,"date":"2022-07-18T16:59:12","date_gmt":"2022-07-18T19:59:12","guid":{"rendered":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/?p=12811"},"modified":"2025-01-13T09:52:00","modified_gmt":"2025-01-13T12:52:00","slug":"dia-de-nelson-mandela-relembre-a-historia-do-lider-que-combateu-o-apartheid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/dia-de-nelson-mandela-relembre-a-historia-do-lider-que-combateu-o-apartheid\/","title":{"rendered":"Dia de Nelson Mandela \u2013 relembre a hist\u00f3ria do l\u00edder que combateu o Apartheid"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ganhador do Pr\u00eamio Nobel da Paz em 1993, por sua luta contra o regime de segrega\u00e7\u00e3o racial, Nelson Mandela \u00e9 descrito pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) como algu\u00e9m que \u201cdedicou sua vida a servi\u00e7o da humanidade\u201d. Nascido em 18 de julho de 1918, em Mvezo, \u00c1frica do Sul, Mandela foi o l\u00edder do movimento contra o Apartheid &#8211; legisla\u00e7\u00e3o que segregava os negros no pa\u00eds. Condenado em 1964 \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua foi libertado em 1990 depois de grande press\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Filho em uma fam\u00edlia de nobreza tribal, da etnia Xhosa, recebeu o nome de Rolihiahia Dalibhunga Mandela. Em 1925 ingressou na escola prim\u00e1ria, quando passou a ser chamado pela professora com o nome de Nelson, em homenagem ao Almirante Nelson, seguindo um costume de dar nomes ingleses a todas as crian\u00e7as que frequentavam a escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Com nove anos de idade, ap\u00f3s a morte do seu pai, Mandela foi levado para a vila real onde ficou aos cuidados do regente do povo Tambu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao terminar sua forma\u00e7\u00e3o elementar, Mandela entrou na escola preparat\u00f3ria, Clarkebury Boarding Institute, um col\u00e9gio exclusivo para negros, onde estudou a cultura ocidental. Em seguida, ingressou no Col\u00e9gio Healdtown, onde era interno.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1939, Mandela ingressou no curso de Direito, na Universidade de Fort Hare, a primeira Universidade da \u00c1frica do Sul a ministrar cursos para negros.<\/p>\n\n\n\n<p>Por se envolver em protestos, junto com o movimento estudantil, contra a falta de democracia racial na institui\u00e7\u00e3o, foi obrigado a abandonar o curso. Mudou-se para Joanesburgo, onde se deparou com o regime de terror imposto \u00e0 maioria negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1943, concluiu o bacharelado em Artes pela Universidade da \u00c1frica do Sul. Continuou os estudos de Direito, por correspond\u00eancia, na universidade de Fort Hare. (Mais tarde receberia o t\u00edtulo de &#8220;Doutor Honoris Causa&#8221;, na tentativa de compensar a sua expuls\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A luta de Mandela contra as leis de Apartheid<\/strong><br>Em 1944, junto com Walter Sisulo e Oliver Tambo, Mandela fundou a \u201cLiga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA)\u201d, que se tornou o principal instrumento de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos negros.<br>Entre as heran\u00e7as deixadas pelos colonizadores europeus na \u00c1frica, o mais brutal foi o racismo da \u00c1frica do Sul. Apoiados nas ideias de superioridade racial do branco, o homem europeu instituiu leis que sustentaram o regime de \u201capartheid\u201d (separa\u00e7\u00e3o), que foi instalado em 1948 pelo Partido Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime proibia o casamento inter-racial, obrigava o registro da ra\u00e7a na certid\u00e3o, brancos e negros viviam em \u00e1reas separadas nas escolas, hospitais, pra\u00e7as, etc., onde eram estabelecidos em locais distintos para as duas ra\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A segrega\u00e7\u00e3o racial, a falta de direitos pol\u00edticos e civis e o confinamento dos negros em regi\u00f5es determinadas pelo governo branco provocou uma s\u00e9rie de massacres e mortes da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos homens e mulheres da comunidade negra sul-africana dedicaram suas vidas a essa grande causa: o fim do apartheid. Nelson Mandela foi um dos mais not\u00e1veis l\u00edderes do movimento negro da \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Pris\u00e3o de Mandela<br>Em 1956, Mandela foi preso pela primeira vez, acusado de conspira\u00e7\u00e3o. Em 1960, diversos l\u00edderes negros foram perseguidos, presos, torturados, assassinados ou condenados. Entre eles estava Mandela, que em 1964 foi condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua. Ficou 27 anos no c\u00e1rcere na Ilha de Robben.<br>Na d\u00e9cada de 80, intensificou-se a condena\u00e7\u00e3o internacional ao apartheid que culminou com um plebiscito que terminou com a aprova\u00e7\u00e3o do fim do regime. No dia 11 de fevereiro de 1990, depois de 26 anos, o presidente da \u00c1frica do Sul Frederik de Klerk, libertou Mandela.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao sair da pris\u00e3o, Mandela faz um discurso chamando o pa\u00eds para a reconcilia\u00e7\u00e3o:<br>\u201cEu lutei contra a domina\u00e7\u00e3o branca e lutei contra a domina\u00e7\u00e3o negra. Eu tenho prezado pelo ideal de uma sociedade democr\u00e1tica e livre, na qual todas as pessoas possam viver juntas em harmonia e com iguais oportunidades. \u00c9 um ideal pelo qual eu espero viver e que eu espero alcan\u00e7ar. Mas caso seja necess\u00e1rio, \u00e9 um ideal pelo qual eu estou pronto para morrer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pr\u00eamio Nobel da Paz<\/strong><br>Em 1993, Nelson Mandela e o presidente assinam uma nova Constitui\u00e7\u00e3o sul-africana, pondo fim a mais de 300 anos de domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da minoria branca, preparando a \u00c1frica do Sul para um regime de democracia multirracial. Nesse mesmo ano, recebem o Pr\u00eamio Nobel da Paz, pela luta em busca dos direitos civis e humanos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presidente da \u00c1frica do Sul<\/strong><br>Ap\u00f3s longas negocia\u00e7\u00f5es, Mandela conseguiu a realiza\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es multirraciais em abril de 1994. Seu partido saiu vitorioso, e Mandela foi eleito o primeiro presidente democr\u00e1tico da \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Mandela &#8211; presidente da \u00c1frica do Sul &#8211; 1994<br>Finalmente, seu governo conquistou a maioria no parlamento e acabou com o longo per\u00edodo de opress\u00e3o aprovando importantes leis em favor dos negros. Em 1995, seu governo estabeleceu a Comiss\u00e3o de Verdade e Reconcilia\u00e7\u00e3o, para analisar as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidas durante o apartheid.<br>Foram esclarecidos os epis\u00f3dios de viol\u00eancia cometidos pelos agentes do apartheid com o objetivo de expor a dor causada e buscar uma repara\u00e7\u00e3o sem revanchismos.<br>Mandela, que governou at\u00e9 1999, armou a popula\u00e7\u00e3o com o sentimento da concilia\u00e7\u00e3o nacional at\u00e9 eleger o seu sucessor. Em 2006, foi premiado pela Anistia Internacional, por sua luta em favor dos direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fam\u00edlia<\/strong><br>Em 1944, Mandela casou-se com a enfermeira Evelyn Mase, com quem teve duas filhas e dois filhos. Em 1958 o casal se separou e nesse mesmo ano, casou-se com a militante antiapartheid, Winnie Madikizela, com quem teve duas filhas. Em 1992 o casal se separou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1998, casou-se com Gra\u00e7a Machel. Em 1999, quando deixou a presid\u00eancia, Mandela foi morar com Gra\u00e7a em seu pequeno vilarejo de Qunu onde criou uma funda\u00e7\u00e3o em defesa dos direitos humanos.<br>Nelson Mandela faleceu em Joanesburgo, \u00c1frica do Sul, no dia 5 de dezembro de 2013. Seu enterro foi realizado no domingo 15, em Qunu &#8211; localidade onde passou a inf\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: ebiografia<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLutei contra a domina\u00e7\u00e3o branca e lutei contra a domina\u00e7\u00e3o negra. Acalento o ideal de uma sociedade democr\u00e1tica e livre, na qual todas as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. \u00c9 um ideal pelo qual espero viver e alcan\u00e7ar. Mas, se for preciso, \u00e9 um ideal pelo qual estou disposto a morrer\u201d. (Nelson Mandela)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1017\" src=\"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-18-at-15.56.15-1024x1017.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12812\" srcset=\"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-18-at-15.56.15-1024x1017.jpeg 1024w, https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-18-at-15.56.15-300x298.jpeg 300w, https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-18-at-15.56.15-150x150.jpeg 150w, https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-18-at-15.56.15-768x763.jpeg 768w, https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-18-at-15.56.15.jpeg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ganhador do Pr\u00eamio Nobel da Paz em 1993, por sua luta contra o regime de segrega\u00e7\u00e3o racial, Nelson Mandela \u00e9 descrito pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":12812,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,26,18],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12811"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12811"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12811\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12813,"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12811\/revisions\/12813"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12812"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fetems.org.br\/fetems\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}