A defesa dos direitos previdenciários, a valorização das(os) administrativas(os), a saúde das(os) trabalhadoras(es) e o enfrentamento à LGBTfobia marcaram os debates da manhã do terceiro dia do 29º Congresso Estadual da FETEMS, neste sábado (22), em Dourados. O Painel de Políticas Educacionais e Diversidade foi mediado por Ana Maria de Oliveira, Idalina da Silva e Edson Granato.
O secretário de Aposentados da CNTE, Sérgio Kumpfer, apresentou um panorama das mudanças na Previdência e destacou a aposentadoria como uma conquista histórica da classe trabalhadora. Ele alertou para os impactos da redução dos concursos públicos e do envelhecimento da população sobre o financiamento do sistema e ressaltou a atuação do movimento sindical na resistência às reformas que retiram direitos. “A aposentadoria é uma conquista dos trabalhadores, fruto de décadas de mobilização e luta coletiva”, reforçou.
A valorização das(os) administrativas(os) da educação foi abordada pelo secretário de Administrativos da CNTE, José Valdivino de Moraes. Ele ressaltou que a escola é um espaço educativo construído pelo trabalho conjunto de professoras(es), merendeiras(os), bibliotecárias(os), secretárias(os), profissionais de limpeza e demais segmentos. Entre as prioridades, defendeu concurso público, planos de carreira, profissionalização e reconhecimento legal e social das(os) funcionárias(os) como educadoras(es).
O médico psiquiatra Pedro Leopoldo de Araújo Ortiz chamou atenção para o adoecimento das(os) profissionais da educação diante da sobrecarga e das transformações na organização do trabalho. “Quem cuida da educação também precisa ser cuidado”, afirmou. O especialista abordou a jornada invisível realizada fora da escola, o burnout e os desafios enfrentados por profissionais neurodivergentes, defendendo políticas institucionais de prevenção, acolhimento e cuidado com a saúde física e mental.
O professor Valdeci Luiz Fontoura dos Santos, da UFMS, discutiu diversidade, LGBTfobia e violação de direitos, abordando conceitos relacionados à orientação sexual e identidade de gênero e alertando para a violência enfrentada especialmente pela população trans. Também destacou que piadas, apelidos e outras manifestações aparentemente naturalizadas podem reproduzir discriminação e contribuir para ambientes de violência e exclusão, inclusive dentro das instituições educacionais.
Após as exposições, congressistas participaram do debate com perguntas e intervenções direcionadas aos palestrantes. O painel reafirmou que defender uma educação pública de qualidade passa necessariamente pela valorização de todas(os) as(os) profissionais, pela garantia de uma aposentadoria digna, por ambientes de trabalho saudáveis e pelo compromisso permanente da escola e do movimento sindical com o respeito à diversidade e o enfrentamento de todas as formas de discriminação.
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Comunicação FETEMS
