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29º Congresso Estadual da FETEMS: painel defende educação inclusiva, respeito à diversidade e igualdade de direitos

29º Congresso Estadual da FETEMS: painel defende educação inclusiva, respeito à diversidade e igualdade de direitos

Educação Especial, direitos dos povos indígenas, Educação do Campo, combate ao racismo e participação da juventude no movimento sindical estiveram no centro dos debates da tarde do segundo dia do 29º Congresso Estadual da FETEMS, nesta sexta-feira (21), em Dourados. O Painel de Políticas Educacionais e Diversidade foi mediado pelo vice-presidente da FETEMS, Onivan de Lima Correa, e pela diretora da Pasta Mulher Trabalhadora do SIMTED Dourados, Alline Roberto da Silva.

Ao abordar “Educação Especial: direito e inclusão”, o professor Reinaldo dos Santos, da UFGD, defendeu a profissionalização e a valorização das(os) professoras(es) que atuam na modalidade e a realização de avaliações biopsicossociais por equipes multidisciplinares. Ele também anunciou a abertura, pela UFGD, da primeira licenciatura do Centro-Oeste voltada à formação de professoras(es) de Educação Especial.

A professora Teodora de Souza Guarani defendeu uma Educação Escolar Indígena que respeite as línguas, culturas, conhecimentos e modos de vida dos povos originários. “Não dá para falar em educação sem falar dos povos indígenas”, ressaltou. Ela chamou atenção para as dificuldades de acesso e permanência de estudantes indígenas, defendeu concursos públicos específicos e maior representação indígena nos sindicatos e demais espaços de decisão.

A Educação do Campo foi discutida pelo professor Marcelo Correa da Silva, da UFGD, que defendeu investimentos, tecnologia e valorização dos conhecimentos e cultivos tradicionais. Para ele, o campo precisa ser compreendido para além da produção de alimentos, como território de vida, cultura e diversidade. Já o professor Alfa Oumar Diallo, também da UFGD, destacou que uma educação efetivamente antirracista exige formação continuada, revisão de currículos eurocêntricos, materiais didáticos representativos e ações concretas contra o racismo institucional.

Encerrando as exposições, Luiz Felipe Krekan, integrante do Coletivo da Juventude da CNTE, alertou para a precarização e a terceirização enfrentadas por jovens que ingressam no serviço público e para os reflexos desse cenário na participação sindical. Ele defendeu maior aproximação das entidades com as novas gerações, formação política e fortalecimento dos coletivos de juventude como caminhos para renovar o movimento sindical e assegurar a continuidade das lutas.

A programação da tarde também contou com apresentações culturais de estudantes da Escola Municipal Clarice Bastos Rosa, da cordelista Aurineide Alencar de Freitas Oliveira e de estudantes indígenas do projeto Educarte. Após as exposições, as(os) congressistas participaram do debate com os palestrantes. A presidenta da FETEMS, Deumeires Morais, encerrou os trabalhos reforçando a importância das discussões para a construção de uma educação pública que reconheça a diversidade, combata as desigualdades e assegure direitos a todas e todos.

Acesse as fotos do evento clicando aqui.

Comunicação FETEMS

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