Today terça-feira, 9 de junho de 2026
Breaking News
FETEMS

Site de Notícias da FETEMS

Professores da REME aprovam paralisação no dia 12 após Prefeitura da Capital negar reajuste do Piso 20h

Professores da REME aprovam paralisação no dia 12 após Prefeitura da Capital negar reajuste do Piso 20h

    Cerca de 300 professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande aprovaram, por unanimidade, a realização de uma paralisação no próximo dia 12 de junho. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária promovida pela ACP na noite desta segunda-feira (8), após a categoria analisar a resposta oficial da Prefeitura ao pedido de cumprimento do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h.

    A mobilização representa uma reação direta à negativa do Executivo Municipal em aplicar o percentual pactuado com os trabalhadores da educação. Em documento encaminhado ao Sindicato, a Prefeitura alegou inviabilidade financeira para cumprir, neste momento, o reajuste previsto na repactuação firmada em 2025, embora reconheça a existência do compromisso assumido com a categoria.

    A resposta foi recebida com preocupação pelos profissionais da educação, que lotaram o auditório da ACP para discutir os próximos encaminhamentos do movimento. Durante a assembleia, o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública, Gilvano Bronzoni, destacou que a discussão vai além da aplicação de um índice salarial. Segundo ele, o centro do debate é o cumprimento de um compromisso construído por meio do diálogo e da negociação entre a categoria e o poder público.

    “A política do Piso 20h é fruto de uma luta histórica dos profissionais da educação. Não estamos discutindo apenas números. Estamos defendendo uma conquista construída coletivamente e o respeito aos compromissos assumidos com a categoria”, afirmou.

    Ao longo da assembleia, os professores defenderam a necessidade de fortalecer a mobilização e ampliar o diálogo com a comunidade escolar. As intervenções foram marcadas pela defesa da unidade da categoria e pela compreensão de que o momento exige participação ativa dos trabalhadores da educação na construção dos próximos passos do movimento.

    A professora Ayla Boch destacou a importância de uma resposta rápida e organizada da categoria. O secretário de Comunicação da ACP, Flávio Peixoto, defendeu uma mobilização ampla para demonstrar a força dos profissionais da educação diante da negativa apresentada pelo Executivo. A professora Juliana Lima ressaltou a necessidade de intensificar o trabalho de base nas escolas, enquanto o professor Washington Pagani chamou atenção para a importância da unidade entre efetivos, convocados e demais segmentos da rede.

    À medida que os debates avançavam, consolidou-se entre os presentes o entendimento de que a resposta encaminhada pela Prefeitura não atendia às expectativas da categoria. O posicionamento resultou na aprovação unânime da paralisação do dia 12 de junho.

    Com a deliberação, a ACP dará início aos encaminhamentos legais necessários para a realização do movimento e intensificará as ações de mobilização nas unidades escolares nos próximos dias.

    Ao encerrar a assembleia, Gilvano Bronzoni convocou os profissionais da educação para participarem do ato que será realizado durante a paralisação e reforçou que a defesa da política do Piso 20h continuará sendo uma das principais pautas da categoria.

    A decisão tomada pelos professores marca uma nova etapa da mobilização dos trabalhadores da Rede Municipal de Ensino. Mais do que uma paralisação, o movimento representa a defesa de uma conquista construída ao longo de anos de luta sindical e reafirma a disposição da categoria em cobrar o cumprimento integral da política de valorização profissional pactuada com o município.

    Comunicação ACP

    Related Posts

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *